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MINIBIO 

MIRTA (Montevideo, Uruguay, 1952), vive e trabalha no Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Psicanalista de formação e prática clínica desde 1973, iniciou seus estudos em 1990 com aquarela, seguindo para o desenho e a pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
 

Seu trabalho transita por figurações, abstrações, linhas, formas e massas, livres experimentações conduzidas por marcas infantis e memórias afetivas que encontram eco no presente. Sua pesquisa é orientada também por estudos referentes à natureza humana, particularmente as segregações entre os povos e os indivíduos que cada vez mais comparece no contemporâneo. 
 

Realizou sua primeira exposição individual em 2023 no Instituto Cervantes, Rio de Janeiro, RJ, e desde 2020 tem participado de exposições coletivas em instituições como Centro Cultural dos Correios, Teatro Municipal e Parque das Ruínas no Rio de Janeiro, RJ, e Memorial da América Latina em São Paulo, SP. Em 2024 participou da AVA ART Festival, em Varkaus na Finlândia e Osaka no Japão e em 2026 participou do II Salão Nelson Leirner na Casa da Xiclet, São Paulo, SP.

 

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STATEMENT 

Meu trabalho nas artes visuais está relacionado a um percurso profissional e principalmente pessoal na psicanálise.  Em ambos os campos, pesquiso as fantasias, invenções e as soluções singulares que permitem suportar a angústia de existir. Um olhar constante para as diferenças individuais, sociais e das injustiças e segregações que daí decorrem, orientam as questões a respeito das violências na vida em civilização. Minhas reflexões acerca dos distintos modos de amar, do amor carnal ao amor humano incondicional, comparecem no movimento dos corpos e das paisagens representadas, bem como o certo caos presente em minhas pinceladas conduz ao próprio movimento da vida e das relações que formamos para sentido à existência.

 

Produzo minhas pinturas como um processo de experimentação, sem projeto prévio. A partir de um traço, um desenho, um esboço, crio minhas cenas. A necessidade de sobrepor camadas de tinta e massa se revela imperativa, assim como o uso das cores como expressão dos afetos. Diferentes técnicas, materiais e texturas se combinam trazendo marcas de uma gestualidade que construí ao longo da minha história. 

Os trabalhos manuais como costura, tricô, crochê compareceram desde a mais tenra infância como um tecido possível de sustentar e elaborar os dilemas da vida e orientaram minha relação com o corpo: os adornos, contornos e adereços que ornam o sujeito e constituem uma identidade. Não por acaso essa materialidade persiste em minha obra atual.

 

É recorrente meu interesse pela figura humana: perfis, contornos, partes do corpo, corpos sem cabeça e cabeças sem corpos expressam a singularidade da vida psíquica, dos pensamentos, das relações humanas e das distintas formas de amar. Um certo grau de indeterminação, desordem e estranheza está sempre presente em meu trabalho, transmitindo a dimensão caótica da vida, sua falta de sentido e, consequentemente, as infinitas possibilidades de criação e invenção.

 

© 2026 por Mirta Fernandes. Todos os direitos reservados.

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